terça-feira, 29 de março de 2011

Liar, Liar - A Fine Frenzy -- Letra e Tentativa de Tradução Livre


Letra

Título: Liar, Liar
Cantora: A FINE FRENZY


Liar, liar
You're such a quite big liar
With the tallest tales that I have ever heard
Fire, fire
You set my soul on fire
Laughing in the corner as it burns
Right between the ribs is sinking in

Oh oh the sirens sing so sweet and watched the sailors going down
Oh oh you talk to me in siren song Yeah, anyone would drown
Anyone would drown

Sick and tired of this mad desire
Fluttering aside me like a hawk
Wire wire
Got my hands on wires
Will heaven help you when I get them out?
Right between the ribs
You'll feel it then

Oh oh the sirens sang so sweet and watched the sailors going down
All the ships go down
Following the sound

Oh oh the siren sang so sweet and watched the sailors going down
Oh oh you talk to me in siren song Yeah, anyone would drown

Tentativa de Tradução Livre

Mentiroso, Mentiroso
Cantora: A Fine Frenzy (Um bom frenesi)

Mentiroso, Mentiroso
Você é um tremendo de um mentiroso
Com os maiores contos que eu já ouvi
Fogo, Fogo
Você incendeia minha alma
Rindo no canto enquanto ela queima
Está afundando bem no meio das costelas

Oh oh as sereias cantavam tão docemente e assistiam aos marinheiros afundando
Oh oh você fala comigo em canção de sereia
Sim, qualquer um se afogaria
Qualquer um se afogaria

Doente e cansado deste desejo maluco
Batendo as asas ao meu lado como uma águia
Fio, fio
Tenho minhas mão amarradas com fios
Será que os céus vão o ajudar quando eu os tirar?
Bem entre as costelas
Você irá sentí-lo

Oh oh as sereias cantavam tão docemente e assistiam aos marinheiros afundando
Todos os barcos afundando
Seguindo o som

Oh oh as sereias cantavam tão docemente e assistiam aos marinheiros afundando
Oh oh você fala comigo em canção de sereia
Sim, qualquer um se afogaria
Qualquer um se afogaria

segunda-feira, 28 de março de 2011

Homem errático

Quando é hora de mudar? Se é agora, mudança radical ou transitória? Deixar para trás uma história de anos de convivência seria radicalizar ou se libertar?

A verdade é que nunca conseguimos e nem conseguiremos prever as tantas adversidades que a vida nos coloca. Nem teria como. Se uma única faísca desencadeia uma série de reações para terminar ou não num terrível incêndio, o que diria da retirada de alicerces que sustentavam um castelo de cartas em chamas e próximo a ruínas.

Sempre fui politicamente correto para a maioria de minhas decisões e não decisões. Aliás, principalmente da falta de ação e muito pensamento, vulgo hesitação. Sensatez ou simples covardia? Sem arriscar nunca petisquei.

Eu acreditava em algo que nunca existiu. Quando se depende de outras pessoas para moldar seu mundo, então vc está fadado a frustrações. Alguém vai falhar. E com certeza vc vai se decepcionar.

A desilusão é forte e seca. Drena todas as fontes de força que tenho. Não vale a pena ser o que se é? Devemos nos sucumbir ao massacre de opiniões e flashes de vida alheia tão comuns? Ou é a torpeza que nos cega? Hoje deve morrer uma pessoa fraca e idiota. Idiota por ser feito de idiota. Quando se tem pouca experiência de vida e com tantos anos de vela, então é a hora de matá-lo... O seu homem errático.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Sobre consumo e prioridades

Há pessoas que não entendem que o que critico não é o consumismo. Uma roupa nova, um eletrônico novo, são coisas que fazem bem. O problema é quando você gasta quase tudo que ganha comprando isso. As pessoas vêem com maus olhos as outras consumistas. Talvez por inveja, talvez por acharem fúteis. Se investissem mais nas suas culturas e estudos, elas seriam mais felizes?

Aquele ditado é verdadeiro: A ignorância é uma benção. Dificilmente vejo pessoas assim tristes. O problema é quando suas prioridades não condizem com a realidade. Ganha-se R$1000 reais e gastam R$800 com roupas. Só se sentem bem comprando algo. Isso sim, eu chamaria de futilidade. O perigo não está nas roupas que se compra, no notebook cobiçado.... Está em priorizar demais algo que não é relevante agora ou que vá prejudicar seus planos.

A vida é assim. O planejamento engloba o curto, médio e longo prazo. É preciso equilíbrio, sem priorizar demais o curto e nem o longo.... Talvez, para algumas, há apenas o longo. O problema é quando esse longo prazo nunca chega. E ele também nunca chega para os que priorizam o curto prazo.

Meu pior texto. Enfim... agora me afogarei na piscina infantil...

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Fim

Após o último post, eu consegui quase me afogar numa piscina onde a água batia no meu peito. Isso mesmo, vou poder apenas usar a piscina infantil de agora em diante.

Ao menos a humilhação não chegou ao garçom fazendo boca a boca comigo. Isso que dá, não saber nadar. Entrei em pânico.

Isso me fez pensar. Quando dependemos demais de outras pessoas, um gesto de salvamento acaba passando desapercebido. Aquela ação acaba sendo apenas mais um gesto. Afinal, a pessoa fica tão acostumada à companhia e aos mimos do outro que nem se percebe como uma criança que precisa da mãe. Então ela não poderá ser livre nunca. Se a relação acaba, procura de todas as formas restabelecer o equilíbrio ilusório. E então vai em busca de um substituto para continuar esse ciclo sem fim.

Quando uma pessoa assim poderá ser e existir?

Tá... me afoguei mesmo.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Tic Tac

Tic Tac. Tic Tac. Tac Tic. E o tempo vai passando... E a vida vai levando. E vem meu amor. Vamos para lá. Para ti, sou eu apenas. Paraty, lá vou eu.

Tá legal. Foi horrível os trocadilhos, mas desde que reclamaram pelo último post, que realmente estava melancólico demais, resolvi escrever mais do mesmo.

E mesmo do mais. Outro dia, enquanto voltava do cursinho e esperava o ônibus, pude notar que os paulistas são extremamente carentes. Havia flashes de luz para todos os lados e não eram da decoração natalina das multinacionais ou bancos esbanjando seus bilhões... Eram as milhares de câmeras da cidade. Se praticamente todos do Brasil têm celular, absolutamente todos têm uma câmera digital.

E qual a oportunidade de fazer valer essa coleção de memórias? Fotografe tudo. Aliás, foi o único momento em que vi um congestionamento de carros com média de quatro ocupantes por carro. É um milagre. Pena que eram onze da noite.

Ho Ho HO. São Paulo precisa de coisas bonitas, que remetem a reuniões familiares, deslumbre e senso de coletivo, independentemente da época do ano. Talvez, neste caso, há uma necessidade do design para conforto e união. Talvez, se conseguir passar, esse seja realmente a carreira que eu queira.

E lá se vai qualquer coisa interessante que eu gostaria de escrever. Que me$#$%!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Perdido

O que fazer quando nada mais faz sentido? Quando se luta para o aniquilamento da sua própria não-existência? Talvez eu esteja me enganando, não aceitando constatações simples para os meus problemas.

Se há outros em maior sofrimento, deveria eu me sentir culpado por tentar resolver essas questões filosóficas e existenciais? Deveria eu me sentir agradecido pela qualidade de vida que obtive do trabalho dos meus pais e ignorar totalmente a minha desesperança?

Será que por achar que nada mais faz sentido e que nada mais valha a pena me faz alguém que se sente superior a todos?

Depois de tempos, estou fazendo psicoterapia, coisa que talvez eu devesse ter feito tempos atrás. Não que venha a ser minha cura, pois acho que não tenho. Mas percebi que ao falar de mim mesmo a alguém que não seja próximo de mim e que esteja disposto a analisar e não julgar, talvez ajude. Nunca dei muita fé na psicanálise, sobretudo na atribuição de todos os problemas ao sexo, mas o seu desenvolvimento depois de Freud é promissor. Ao menos ajuda.

Não vou culpar minha mãe ou meu pai por eu ser deste jeito. Afinal, a culpa é sempre da mãe, certo? A verdade é que minhas implicâncias e a minha corrente do ser do contra são desencadeadas pelo meu desespero de querer me libertar das vozes alheias. Um pedido de socorro para o reconhecimento de minha individuação (Fátima Flórido César). Consigo me encaixar bem nos chamados "casos intratáveis".

Se pra Gikovate o egoísta é a pessoa que não se individuou, colocando o outro como senhor de suas frustrações, para mim ser generoso significa o silêncio repleto de palavras do outro, na negação de minha individuação em favor do outro. No fundo então, eu poderia estar sendo generoso por ser de alguma forma egoísta, algo completamente contraditório.

Explico: faço as vontades dos outros para culpá-los de minhas frustrações. Não consigo lidar com as expectativas do outro. Ainda assim, nunca me senti apto a mudar. Sempre achei que eu fosse assim e pronto.

Preciso do outro para existir. Se fico sozinho, contemplo o vazio. Se não me vejo, como os outros poderiam me ver? Se não me ouço, como os outros poderiam me ouvir?

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

A visita ao Médico para a descoberta do Monstro

Enfim, hoje foi o fatídico dia. Cheguei no consultório do Dr. Eduardo, Neurocirurgião. Uma rua residencial, no Cambuci.

Aliás, Aclimação é uma região muito estranha de se descrever para alguém. Fica entre Vila Mariana, Cambuci, Paraíso, Liberdade. Uns dizem que fica no centro, outros que fica na Zona Sul e outros que não existe tal Bairro. Afinal, onde fica o bairro cujos moradores teimam em querer chamar de Jardins da Aclimação?

Desculpem... Voltando ao Médico... Dito os fatos, ele me assegurou que não se tratava de um quadro precoce de Alzheimer. Talvez um problema da tireóide ou depressão. Minha namorada acha que se trata de uma tireóide desregulada. Mas e se não for? Vou ter que fazer um exame de sangue e uma tomografia. Ele deu como justificativa Déficit Cognitivo. Se for depressão, voltarei com antidepressivos novos.

Tomei fluoxetina por dois meses e apenas senti uma pequena euforia na primeira semana. Isso e uma dormência na nuca. Seria isso a felicidade? Uma dormência incurável na nuca que queremos nos livrar a todo custo para descobrir que ficamos melhor quando estamos mal? Seria a alegria algo insuportável por muito tempo? Existe vida sem dor? Ou apenas existe um ônibus cuja passagem você não pôde pagar, que te sacode de lá para cá, do chão ao teto para que no ponto final saltemos e fiquemos em dívida com o condutor... andando rumo ao pó do deserto da morte.

Ops... Desculpem de novo... Cadê a minha dormência????